É professor e músico de formação, trabalhando atualmente como consultor financeiro num banco de investimento.

Em 2013 surgiu-lhe a ideia de escrever um livro. Mas… mais um livro de finanças pessoais?

Decidiu então realizar uma viagem da Suécia a Portugal sem dinheiro, computador ou telemóvel.

Quando chegou à Suécia, em fevereiro de 2013, colocou-se numa posição extrema dado que não tinha onde dormir, nem sequer o que comer. Mas voltou para Portugal são e salvo…em apenas 13 dias, mostrando que é possível simplificarmos a nossa vida!

Esta história está contada no livro Pé Descalço!

– A vertente inovadora, no mundo empresarial, é crescente e cada vez mais um recurso a que os profissionais de todas as áreas recorrem. Ao longo dos anos trabalhou em várias empresas de renome nacional e internacional. Na sua opinião, quais as melhores estratégias para a diferenciação empresarial, no mercado?

Simplicidade nos interfaces de cliente (web, por exemplo), transparência de conteúdos, respeito pelo cliente, rápida e positiva resolução de conflitos. Estes são os pontos que considero fundamentais para marcarmos positivamente o mercado.

– Um pouco por todo o Mundo, têm vindo a surgir eventos cujo objetivo final é motivar e ajudar indivíduos com ideias de negócio – como o Startup Pirates, o TEDx ou mesmo programas mais mediáticos e de entretenimento, como o americano Shark Tank. Na sua opinião, qual o impacto que estas iniciativas têm nas sociedades?

Dando visibilidade ao empreendedorismo e ao mundo das empresas, aumentam o conhecimento “geral” da população sobre estes mundos e despertam muitos para a possibilidade de se tornarem patrões de si próprios, de dar o seu melhor e as suas ideias ao mundo.

– Recentemente, alguns projetos nacionais foram apresentados em Sillicon Valley. Este é um sinal de que o trabalho dos portugueses pode competir com mercados muito maiores?

Pode e deve, porque me inúmeras áreas somos tão bons ou melhores que os outros, faltando-nos divulgar a marca “Portugal"

– Que conselhos daria a um jovem que pretendesse iniciar um negócio?

Definir as metas com clareza, estruturar um plano claro e objetivo para lá chegar (mas mantendo a flexibilidade para o ajustar pelo caminho), procurar mentores nas áreas em que sentir que o podem ajudar e acreditar, trabalhar e correr dia-a-dia para essas metas!

– O que o motivou a abraçar a aventura de viajar da Suécia a Portugal, sem gastar nada?

Partilhar com muitos que a esmagadora maioria dos problemas podem ser ultrapassados, com um conjunto de passos simples, mesmo que à partida pareçam intransponíveis.

– Quais os conselhos que daria a alguém que pretendesse replicar a travessia que fez?

Identifique onde está, defina para onde quer ir, procure quem o ajude, mexa-se e faça-se ao caminho, acreditando que vai conseguir! E quando aparecerem pistas, dicas, coincidências ou acasos maravilhosos, siga-os, como se fosse a seguir um rasto de migalhas!

Artigo escrito por Miguel Frade para o Jornal SOL.

in: https://sol.sapo.pt/artigo/481104/entrevista-a-ricardo-frade-autor-do-livro-pe-descalco