No passado dia 13 de janeiro, o Colégio de Calvão acolheu um workshop que pretende ensinar e ajudar jovens, com idades compreendidas entre
os 15 e os 17 anos de idade, a fazer escolhas e a tomar decisões. Lecionado pelo coach Ricardo Frade, autor do livro “Pé Descalço”, o workshop designado por “Mindset Pé Descalço Advanced” contou com a participação de cerca de 80 jovens – maioritariamente do Colégio de Calvão mas com algumas participações oriundas “de Guimarães, de Braga, de Santo Tirso, de Coimbra, de Póvoa do Lanhoso… de vários sítios”.
O projeto nasceu pelas mãos do próprio Ricardo Frade e faz jus à obra “Pé Descalço – da Suécia a Portugal sem um tostão!”. Uma obra que nasceu numa experiência do autor em 2013 quando aterrou no norte da Suécia sem telefone, computador, dinheiro ou cartão bancário. O desafio? Regressar a Portugal. Conseguiu-o em 13 dias. Agora, procura ajudar jovens a tomar as melhores decisões que podem, num mundo que exige escolhas em tenras idades. “Se eu perguntar a estes miúdos quais foram os 20 maiores sucessos da vida deles, eles não vão saber. Normalmente a reação até é perguntar ‘Mas sucesso como?’. Por outro lado, se eu perguntar quais são as 20 maiores asneiras que eles fazem, eles sabem-nas todas. O cé- rebro deles sabe tudo aquilo que eles fazem mal mas não tem consciência daquilo em que eles são bons, o que dificulta quando eles têm decisões a tomar”, exemplificou. “O que é que eles querem, onde é que eles vão, quem são as pessoas que os podem ajudar a chegar lá…” é aquilo que Ricardo Frade procura desmistificar no workshop.
Já em relação ao que decorreu em Calvão, o coach afirma que “correu muito bem, eles adoraram. A avaliação final deles foi estrondosa, de 1 a 5 eu posso dizer que a maior parte das pes- soas deu 5 ou 4. A ideia do workshop é exatamente pegar neles e mudar a maneira como pensam de forma a que no final do dia eles possam notar diferenças na vida deles”. Mas há es- paço para voltar a repetir o conceito no concelho de Vagos? “Há espaço para se realizar onde houver público e gente disponível. Nós começámos a fazer estes workshops há algum tempo e temos andado pelo país à procura de quem tenha interesse em fazê-lo e de alunos que estão… acho que a expres- são é meio perdidos, muito apáticos. A minha função e o meu interesse é em trabalhar com jovens que querem olhar para si de uma maneira diferente e eu tenho todo o interesse em fazê- -lo”, finalizou.